A opção tênis universitário nos EUA é uma excelente forma de conciliar o esporte com a faculdade.

Ninguém precisa estar entre os melhores do seu esporte para conseguir uma bolsa de estudos numa universidade americana. E de fato não existe uma regra para com qual a idade que a criança e/ou o pré-adolescente deve iniciar a jogar com o intuito de se preparar para obter uma bolsa esportiva, mas é verdade que quanto mais cedo se jogar tênis, teoricamente melhor será a preparação.

No circuito universitário americano quase sempre o nível é alto e os jogadores podem ser de nível 300 a 800 ATP / WTA (nas universidades de ponta). Praticamente todos os 8-9 jogadores dos times de ponta têm pontos na ATP e estão ranqueados entre 300 e 800 ATP ou WTA.

Stadium

Com uma bolsa esportiva nos EUA o tenista pode continuar jogando tênis competitivamente e estudar em uma universidade de alta qualidade gastando menos do que gastaria no Brasil.
Para atletas que terminaram sua carreira infanto-juvenil no Brasil e pretendem continuar participando de competições de alto nível sem ter que deixar de estudar, esta é sem dúvida uma grande opção.

O tênis universitário nos Estados Unidos é levado tão a sério que, na primeira divisão da NCAA, os torneios são transmitidos pela televisão.

Existem diferentes Ligas e Divisões do esporte universitário americano:

NCAA (National College Athletic Association)
NAIA (National Association of Intercollegiate Athletic)
NJCAA (National Junior College Athletic Association)

Para a maioria dos atletas, a temporada oficial de recrutamento começa em 1º de julho, verão americano, que corresponde ao final do 2º ano do Ensino Médio de lá, e termina com a carta de admissão oficial da universidade. Durante esse período, há vários possíveis passos no processo, que incluem apresentação, questionários, telefonemas, vídeos, cartas de intenção, visitas, etc. Além disso, todos os estudantes fazem provas que avaliam o nível acadêmico e de inglês (para os estrangeiros), como o SAT e o TOEFL, que vão determinar as possíveis universidades para cada aluno.

Em geral as universidades avaliam a fluência do candidato em inglês; a sua performance acadêmica, o engajamento dele em atividades extracurriculares; o que os seus professores tem a dizer sobre o aluno; as notas dele em exames padrão; e também outros critérios mais subjetivos. “Eles também podem considerar como aquele aluno se encaixa com as particularidades daquela universidade. Se o “jeito” dele combina com a cultura daquela instituição”.

As etapas do processo de admissão são:

Application Forms (ou Questionários): Nos questionários serão pedidos dados cadastrais, informações sobre o seu desempenho acadêmico (suas notas no colégio, sua posição no ranking da turma, se houver) e lista das atividades extracurriculares que participou. Tudo referente ao ensino médio.

Testes padronizados: Assim como temos o ENEM aqui no Brasil, nos EUA os testes SAT, ACT, SAT II são utilizados como forma de obter uma nota com avaliação padronizada dos candidatos. O SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test) é um exame educacional padronizado nos Estados Unidos aplicado a estudantes do ensino médio, que serve de critério para admissão nas universidades norte-americanas (semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio brasileiro, embora as universidades não se baseiem somente nas notas dos alunos para aprová-los). O teste é dividido em dois tipos de provas: o SAT Reasoning Test (de raciocínio com matemática, leitura crítica e redação) e o SAT Subject Test ou SAT II (questões de múltipla escolha de literatura inglesa, história dos EUA e mundial, matemática, ciências e línguas). Estrangeiros também podem fazer a prova do SAT em seu próprio país.

Testes de idioma: O objetivo deles é demonstrar que sua fluência em inglês é suficiente para estudar em uma instituição com esse idioma. As provas mais comum são o TOEFL e o IELTS. O Test of English as a Foreign Language (TOEFL) ou Teste de Inglês como uma Língua Estrangeira é um exame que tem o objetivo de avaliar o potencial individual de falar e entender o inglês em nível acadêmico. É requerido para a maior parte dos estudantes estrangeiros que tentam ingressar em uma universidade de um país em que inglês é a primeira língua.

Essays: Os Essays são redações que você terá de fazer se apresentando e contando a sua trajetória pessoal. É uma das partes mais importantes do processo de seleção e também o momento que os alunos têm para se destacar entre os demais. “É a oportunidade de mostrar quem é você além das suas notas, dos resultados nos testes e do seu currículo”

Histórico Escolar: Outra etapa muito importante no processo é a análise do seu histórico escolar. As universidades querem checar se você tem um bom desempenho acadêmico e se tem potencial para ser um excelente aluno. Junto com o histórico, algumas universidades podem pedir a sua posição no ranking de alunos de sua escola. No Brasil não são todas as escolas que possuem rankings de seus alunos, mas caso a sua tenha, ter uma boa posição será um diferencial para você.

Cartas de recomendação: Essa é uma prática que não é muito comum aos brasileiros, mas é uma etapa importante para o aluno se destacar. É a hora de mostrar quem você é por meio da opinião dos seus professores e de outras pessoas que o conhecem bem.

Entrevista: A entrevista será feita em inglês, com um ex-aluno ou com um representante da universidade. Em geral, é o momento de reforçar tudo que já foi mostrado nas outras etapas. É importante você estudar bem o perfil da universidade, pois na entrevista serão avaliados pontos como a adequação do seu perfil ao da universidade.

A maioria das universidades tem um custo anual que varia de USD 25.000 a USD 35.000 incluindo faculdade, moradia, alimentação e despesas de tênis.
Os cursos nas universidades americanas duram quatro anos. Alguns alunos, no entanto, precisam de um ou dois semestres a mais para completar o curso, e outros terminam em três anos e meio, o que não é muito comum.

No tênis masculino as bolsas variam de 30% a 100% do custo total da universidade. Os times geralmente têm entre duas e quatro bolsas para distribuir entre os 8-10 jogadores do time, então praticamente todos os tenistas têm bolsas parciais. Existe a possibilidade de conseguir uma bolsa de 100%, mas o tenista precisa ser de alto nível.
As bolsas completas (100%) incluem todas as despesas: anuidade, livros, moradia e alimentação, além de material esportivo, uniformes, viagens para competições e treinamentos.

A maioria dos atletas de tênis masculino consegue bolsas onde as despesas ficam entre US$5.000 e US$15.000 anuais, dependendo do nível técnico do atleta e da universidade que ele escolhe.

Já no tênis feminino as possibilidades de bolsas de 100% são muito maiores. As equipes têm entre quatro e oito bolsas para 8-10 meninas. Meninas que têm nível de tênis competitivo tem grandes chances de conseguir uma bolsa de 100% (faculdade + moradia + alimentação + despesas do tênis).

Womens Team 1

A bolsa de estudos que o estudante recebe é válida por quatro anos e renovada anualmente de acordo com o comportamento e desempenho do atleta. As bolsas podem tanto aumentar quanto diminuir.

Alguns jogadores de ponta que jogaram tênis universitário antes de se tornarem profissionais são:

– James Blake (Harvard University)
– Todd Martin (Northwestern University)
– Paul Goldstein (Stanford)
– Bobby Reynolds (Vanderbilt)
– Benjamin Becker (Baylor)
– Malivai Washington (Michigan)
– Mike e Bob Bryan (Stanford)
– John e Patrick McEnroe (Stanford)
– Jimmy Connors (UCLA)

O número de ex-universitários entre os 200 melhores jogadores do mundo varia de 15 a 20 todos os anos o que mostra o nível do tênis que é praticado nas universidades americanas.